| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Passeriformes |
| Subordem: | Tyranni |
| Infraordem: | Tyrannides |
| Wetmore & Miller, 1926 | |
| Parvordem: | Tyrannida |
| Família: | Cotingidae |
| Bonaparte, 1849 | |
| Subfamília: | Cotinginae |
| Bonaparte, 1849 | |
| Espécie: | L. ater |
A saudade é uma ave passeriforme da família Cotingidae, monotípica.
Também chamada de sabiá-aborrecida e saudade-assoviadora, devido ao seu canto, que se parece com um longo e algo melancólico assovio.
Trata-se de um notável endemismo principalmente do alto das Serras da Mantiqueira (Minas Gerais/São Paulo/Rio de Janeiro), dos Órgãos (Rio de Janeiro), da Bocaina e do Mar (São Paulo), estes dois últimos, conforme recentes registros neste sítio (WikiAves).
Seu nome científico significa: do (grego) lipaugus = escuro, desprovido de luz; e do (latim) ater = preto, escuro, preto fosco. ⇒ (Pássaro) escuro com bico amarelo.
Mede entre 26,5 e 27,5 centímetros de comprimento.
Lembra vagamente o sabiá-una(Turdus flavipes), só que maior, com mancha amarela na asa. Macho de coloração negra com espelho amarelo. O bico pode ser amarelo ou alaranjado. Fêmea verde com abdômen amarelado.
Canto com frequência que varia de 3.100 a 3.150 Hz, ou seja, bem agudo. Este assobio pode aumentar e diminuir e até haver uma curta interrupção antes de finalizar o apelo. Pode ser ouvido a grandes distâncias.
Espécie monotípica (não são reconhecidas subespécies).
(IOC World Bird List 2017; Aves Brasil CBRO 2015).
É sobretudo frugívoro: coquinhos de palmito-jussara (Euterpe edulis), bagas de capororoca (Rapanea umbellata), (Rapanea gardeneriana), embaúba (Cecropia sp.), pitangas (Eugenia uniflora), bagas de caruru, etc. Os frutos de sementes maiores são engolidos e depois regurgitados, como é o caso da (E. edulis), e os menores saem nas fezes. Eventualmente pega insetos também.
Canta bastante em poleiros expostos nos meses de reprodução, aproximadamente de setembro a dezembro. Praticamente nada se sabe sobre a nidificação.
Habita áreas montanhosas com floresta, especialmente entre 1200 a 2050 metros de altitude. Fica algum tempo na copa de uma mesma árvore, às vezes sozinha, às vezes em pequenos grupos. Pode raramente deslocar-se para altitudes um pouco mais baixas.
Sua vocalização estranha é mencionada no livro “Avis Brasilis” de Tomas Sigrist da seguinte maneira : “Emite um assovio longo e melodioso que domina a paisagem sonora local , como bem relatou o célebre naturalista Ernst Holt em 1928 : 'A primeira vez que ouvi seu canto foi impressionante (…). De súbito, pairou no ar límpido e rarefeito uma nota vibrante, um assovio prolongado e melancólico que subiu em tom e intensidade para logo decair num fiozinho de som , um lamento tão triste que mais parecia o grito de sofrimento de um ser da floresta …'”
Cotingídeo endêmico das montanhas altas na fronteira de São Paulo com o Rio de Janeiro, bem como na Serra dos Órgãos (RJ) e também alguns pontos no sul de Minas Gerais (Serra da Mantiqueira).
Consulta bibliográfica sobre as subespécies: